quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Ame.

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Tantos abraços e beijos reprimidos, tantos carinhos e cafunés não feitos, tanto amor não revelado. Isso é culpa de nós, que nos deixamos cair na tentação do amor de novo e não dar ouvidos à razão. A razão que diz o que é melhor, estar ou não estar preparado para ouvi-la é apenas uma condição temporária, assim espero. Ouvir a razão é um dom que poucos possuem, vejo que nós não o temos. A razão me diz pra ficarmos juntos, mas o coração não deixa, ele tem medo. Ouvir o coração é tão estúpido, ele sempre diz pra fazermos o contrário do que queremos. Se queremos nos doar, o coração não deixa, diz que você já sofreu da última vez. Se queremos um abraço, uma boa conversa e um café, o coração diz que não, você sabe que da última vez você não resistiu e se acabou em lágrimas. Por que devemos ouvir o coração? Ele é tão masoquista, se machuca mas continua, sabe que é bom se machucar, mesmo não entendendo o porque. A razão é tão corajosa, o coração tão medroso, mas há apenas uma coisa que os dois concordem: ame, nada mais que isso, amar é sem definição, é tão bom que você tem medo dele.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Silêncio.

O teu silêncio. Aquele que aparece toda vez que eu pergunto o que há entre nós. Ele me mata e você sabe, mas você ainda o mantém vivo.

sábado, 8 de outubro de 2011

Vai lá.

Vai lá amar ele. Vai lá deixar ele entrar na sua vida de novo. Vai lá ser feliz com ele. Vai lá esperar ele te decepcionar. Vai lá ver ele te decepcionando. Vai lá chorar.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Perdida.

É, como eu me sinto perdida. Perdida nesse mundo louco. Perdida no amor. Perdida nas amizades. Perdida na realidade. Perdida na ficção. Simplesmente perdida em tudo. Como eu posso me encontrar outra vez?

sábado, 1 de outubro de 2011

“Diz-se que, mesmo antes de um rio cair no oceano ele treme de medo. Olha para trás, para toda a jornada,os cumes, as montanhas, o longo caminho sinuoso através das florestas, através dos povoados, e vê à sua frente um oceano tão vasto que entrar nele nada mais é do que desaparecer para sempre. Mas não há outra maneira. O rio não pode voltar. Ninguém pode voltar. Voltar é impossível na existência. Você pode apenas ir em frente. O rio precisa se arriscar e entrar no oceano. E somente quando ele entra no oceano é que o medo desaparece. Porque apenas então o rio saberá que não se trata de desaparecer no oceano, mas tornar-se oceano. Por um lado é desaparecimento e por outro lado é renascimento. Assim somos nós. Só podemos ir em frente e arriscar.”

          
                                                                      Caio Fernando Abreu.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

A pessoa certa.





A gente sabe quando encontra a pessoa certa. Tem gente que diz ah-eu-pensava-que-tal-pessoa-era-a-certa-e-depois-vi-que-não-era. Mentira. No fundo a gente sabe. A gente sempre sabe. O que falta e o que completa. O que abriga e o que desperta. O que protege e o que afugenta. A gente sabe, a gente adora fingir, mas a gente sabe. Porque a gente sente. Lá no fundo, lá dentro, lá na alma, lá.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Sobre nós.

Tudo que é perfeito uma hora se vai e sempre esperamos pra ela voltar, bom, agora estou aqui sentada te esperando voltar. De braços abertos, mente aberta e coração aberto. Capaz de abrir mão até de viver pra te ter. Só não demora, por favor.